sábado, 4 de setembro de 2010

Coisas de Mulher...


     Com a emancipação da mulher, ocorreu a transformação: de  figura passiva e dependente do homem, a uma mulher independente e ativa. Com isso, agora vemos uma mudança na estrutura dos relacionamentos interpessoais entre homens e mulheres. É interessante observar os comentários masculinos a respeito das mudanças de comportamento das mulheres de um modo geral. Com isso podemos perceber como tudo muda...

     É interessante observar o papel que ocupa a figura da "Geisha" na imaginação masculina...
Primeiro é preciso lembrar que a palavra se aplica as mulheres japonesas que estudam a tradição milenar da arte da sedução, dança e canto. A palavra geiko é usada em Kyoto para descrever as gueixas. Elas eram muito comuns no século 18 e 19, e existem atualmente em menor número.
     Para ser uma gueixa, primeiramente, era preciso,  ainda criança,  ingressar numa casa onde só viviam gueixas (oki-ya), comandadas por uma mulher (okami-san) já experiente, geralmente uma ex-gueixa. Estas casas se localizavam em comunidades só de gueixas (hanamachi, lê-se "ranamáti"), prevalecendo o poder feminino, ao contrário do que acontecia no resto do Japão.As aprendizes (maiko) eram, desde crianças, especiais, isto é, eram consideradas crianças muito inteligentes e de beleza rara. Elas ingressavam na oki-ya fazendo trabalhos domésticos, como limpeza das casas, lavagem das indumentárias etc, para depois, quando adolescentes, começarem seu rigoroso treinamento para se tornar uma gueixa. Muitas destas crianças eram vendidas por suas famílias para estes estabelecimentos, mas, hoje em dia, a adolescente ingressa por decisão própria, não sendo muito aceita pela sociedade por isto.


Ali, elas aprendiam as artes da dança, pintura, caligrafia, música, dicção, etiqueta, acrobacias, interpretação teatral e tinham que estudar muito, até atingirem uma perfeição, possuindo uma formação privilegiada das demais mulheres japonesas. As gueixas eram as únicas mulheres do Japão que possuíam a oportunidade de alcançarem uma independência, por nunca casarem e nem terem ocupações domésticas, dedicando-se inteiramente à profissão.

Outra peculiaridade é o fato de poderem ter filhos, e serão privilegiados somente os do sexo feminino, ao contrário de todo o Japão.

Além de toda a formação intelectual, elas tinham de ter uma aparência impecável: vestiam kimonos cheios de adornos, que pesavam muitos quilos, uma maquiagem que cobria todo o rosto de branco (oshiroi), usavam tamancos de madeira (zori) e tinham que estar sempre alegres e com postura delicada.

As casas onde viviam eram sustentadas por um homem rico e, muitas vezes, casado - o danna. Geralmente esta figura possuía uma gueixa como amante, mas o fato de esta ter contato íntimo com algum homem era raro.

Elas eram  contratadas por homens poderosos e milionários para entretenimento e atração em festas, reuniões, jantares, e o objetivo delas era tratar seus clientes muito bem, proporcionando momentos de prazer, com boas conversas, para que este descontraísse e se sentisse inteligente. Elas os seduziam com sua beleza, dotes artísticos e encantamento.

Hoje ainda vemos em pequena proporção esta realidade.Um  momento com gueixas pode custar uma fortuna. É um mundo privado, misterioso e para poucos, com poder aquisitivo e desejo de manter os costumes e a imaginação masculina em dia..


No teu branco seio eu choro.

Minhas lágrimas descem pelo teu ventre

e se embebedam do perfume do teu sexo.

Mulher, que máquina és, que só me tens desesperado

Confuso, criança para te conter!

Oh, não feches os teus braços sobre minha tristeza, não!

Ah, não abandones a tua boca à minha inocência, não!

Homem sou belo,

Macho sou forte, poeta, sou altíssimo

e só a pureza me ama e ela é em mim uma cidade

e tem mil e uma portas.

Ai! Teus cabelos recendem à flor da murta

Melhor seria morrer ou ver-te morta

E nunca, nunca poder te tocar!

Mas, fauno, sinto o vento do mar roçar-me os braços

Anjo, sinto o calor do vento nas espumas

Passarinho, sinto o ninho nos teus pêlos...

Correi, correi, ó lágrimas saudosas

Afogai-me, tirai-me deste tempo

Levai-me para o campo das estrelas

Entregai-me depressa à lua cheia

Dai-me o poder vagaroso do soneto, dai-me a iluminação das odes,

dai-me o cântico dos cânticos,

Que eu não posso mais, ai!

Que esta mulher me devora!

Que eu quero fugir, quero a minha mãezinha,

quero o colo de Nossa Senhora!


Vinícius de Morais








“Sejam vocês mesmas! Estudem cuidadosamente o que há de positivo ou negativo na sua pessoa e tirem partido disso. A mulher inteligente tira partido até dos pontos negativos. Uma boca demasiadamente rasgada, uns olhos pequenos, um nariz não muito correto podem servir para marcar o seu tipo e torná-lo mais atraente. Desde que seja seu mesmo.”
 (Helen Palmer)





                                        

"O  amor acrescenta uma preciosa visão aos olhos!"
(william Shakespeare)



Sonhei um sonho

e lembrei-me do sonho

e esqueci-me do sonho

e sonhei que procurava

em sonho aquele sonho

e pergunto se a vida

não é um sonho que procura um sonho.

(Cecília Meirelles)


 

RECEITA DO DIA



Caipirinha de Morango

5 morangos

Açúcar à gosto

1 ou 2 doses de vodca ou aguardente

Gelo

Modo de preparo



Lave e corte os morangos em pedaços grandes.

Coloque num copo largo e fundo, ou num pilão, e acrescente um pouco de açúcar.

Soque a mistura levemente, liberando um pouco de suco mas não arrebentando a fruta.

Coloque a aguardente, acerte o açúcar e complete o copo com gelo.








Bons sonhos!



 

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