À
tarde com seus tons mágicos sempre chega ao fim. No meio da mata, os animais se
fazem ouvir em sua sinfonia, impregnando de louvores as teias do tempo sem
ontem nem amanhã. Borboletas e abelhas esvoaçam no meio da floresta com seus
mil cheiros e aromas. Nos céus, aves voam em um arco íris de cores e formas. Qual
rede dos sonhos a natureza filtra a escuridão. No meio da natureza estamos
longe das visões e impressões menos agradáveis do outro mundo, mais complexo e
elaborado, mas muito menos harmonioso, o mundo do bicho homem em sua selva de
marfim.
"Não
posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito."
William Shakespeare
Tenho fases como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
Tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
Não é dia de ser sua...
E, quando chega esse dia,
O outro desapareceu...
(Cecília
Meireles)
Não
é suficiente esperar a tempestade passar é necessário aprender a dançar na
chuva.
Busco porto
Busco teu corpo
Busco consolo no teu colo.
Cristaliza gota solta em minha boca carmesim
Desliza leve e solta em minha face sem começo ou
fim.
Marca caminho entre vales escuros onde a dor serve
de adorno
Leva embora ecos e trecos que trovejam em mim.
Com a fantasia desejada
Em ânsia ilimitada.
Gostaste do teu papel
Forjado em conto de fadas
E a sorrir adormeceste
Da realidade esqueceste
Então o lume
Exigente na atenção
Lentamente esmoreceu
E a bruma expectante dos sonhos
Inundou de rompante
A razão do coração.
Gostaste do teu papel
Forjado em conto de fadas
E a sorrir adormeceste
Da realidade esqueceste
Então o lume
Exigente na atenção
Lentamente esmoreceu
E a bruma expectante dos sonhos
Inundou de rompante
A razão do coração.






