A noite, em seu manto mágico, trás momentos de acolhimento e aconchego. Com sua chegada no entardecer surge o desejo de estar com a família, com amigos, com nossa própria introspecção e desejo de um certo isolamento para recarregar as energias.
É importante aproveitar todos os momentos do dia e os muitos nuances que eles nos permitem vivenciar!
A LENDA DA NOITE
A Lenda da Noite Quando a terra era muito jovem a noite e os animais não existiam. Havia somente árvores, plantas e pessoas. Nessa época, o sol brilhava muito forte. As pessoas estavam sempre cansadas porque não podiam dormir bem. As árvores eram murchas devido ao forte calor Somente a Cobra Grande que era uma bruxa podia fazer a noite aparecer. Ela era uma cobra muito grande que vivia perto do rio.Guardava a noite no fundo do rio, dentro de um coco. A cobra gostava de ver as pessoas cansadas e sonolentas. Os índios imploravam para que ela libertasse a noite, mas era inútil. Um dia, a filha da cobra se casou. Como sua mãe, a bela índia não precisava da noite para descansar. Mas seu marido e as outras pessoas da aldeia viviam cansadas. Ela não gostava de ver este sofrimento. Então disse para seu marido que ela iria pedir a noite para sua mãe. A mãe nunca recusava seus pedidos. O marido da filha da cobra tinha três fiéis empregados. Ele os enviou para que fossem pegar a noite com a cobra. Imediatamente os três índios pegaram uma canoa e foram encontrar a Cobra Grande. Embora os três homens estivessem muito estafados, eles remavam velozmente. Quando as árvores viram a cena, perguntaram onde os índios estavam indo com tanta pressa. Quando as árvores souberam que iriam buscar a noite, começaram a dançar e a gritar de alegria. Os três empregados chegaram ao lugar onde a cobra vivia. Contaram a ela porque estavam ali. Ela não gostou da ideia de entregar a noite, mas a cobra nunca negava um pedido da filha. Outra versão: No começo do mundo só havia o dia. A noite estava adormecida nas profundezas do rio com Boiúna, cobra grande que era senhora do rio. A filha de Boiúna, uma bela, tinha se casado com um rapaz de um vilarejo nas margens do rio. Seu marido, um jovem muito bonito, não entendia porque ela não queria dormir com ele. A filha de Boiúna respondia sempre: - É porque ainda não é noite. - Mas não existe noite. Somente dia! - Ele respondia. Até que um dia a moça disse-lhe para buscar a noite na casa de sua mãe Boiúna. Então, o jovem esposo mandou seus três fiéis amigos ir pegar a noite nas profundezas do rio. Boiúna entregou-lhes a noite dentro de um caroço de tucumã, como se fosse um presente para sua filha. Os três amigos estavam carregando a tucumã quando começaram a ouvir barulho de sapinhos e grilos que cantam à noite. Curiosos, resolveram abrir a tucumã para ver que barulho era aquele. Ao abri-la, a noite soltou-se e tomou conta de tudo. De repente, escureceu. A moça, em sua casa, percebeu o que os três amigos fizeram. Então, decidiu separar a noite do dia, para que esses não se misturassem. Pegou dois fios. Enrolou o primeiro, pintou-o de branco e disse: - Tu serás cujubin, e cantarás sempre que a manhã vier raiando. Dizendo isso, soltou o fio, que se transformou em pássaro e saiu voando. Depois, pegou o outro foi, enrolou-o, jogou as cinzas da fogueira nele e disse: - Tu serás coruja, e cantarás sempre que a noite chegar. Dizendo isso, soltou-o, e o pássaro saiu voando. Então, todos os pássaros cantaram a seu tempo e o dia passou a ter dois períodos, manhã e noite.
Autor: Desconhecido -País de Origem: Brasil
Mãos Dadas
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
(Carlos Drummond de Andrade)
O que me dói não é
O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão...
São as formas sem forma
Que passam sem que a dor
As possa conhecer
Ou as sonhar o amor.
São como se a tristeza
Fosse árvore e, uma a uma,
Caíssem suas folhas
Entre o vestígio e a bruma.
(Fernando Pessoa)
O presente está só.
A memória ergue o tempo.
Sucessão e engano
é a rotina do relógio.
O ano não é menos vão
que a vã história.
Entre o amanhecer e a noite existe um abismo
de agonias, luzes, cuidados;
o rosto que se mira nos gastos
espelhos da noite não é o mesmo.
O hoje fugaz é tênue e é eterno;
outro céu não espere, nem outro inferno.
Jorge Luiz Borges
RECEITA DO DIA
Ingredientes:
- 1/2 kg cochão mole picado em cubos
- 100g de vagem
- 100g de broto de feijão
- 6 folhas de acelga
- 1 cenoura ralada
- 1/2 pimentão vermelho fatiado
- shoyo a gosto
- 1 cebola média picada
- azeite para refogar
Preparo:
Deixe os cubos de carne marinando em um pouco de shoyo por uns 20 minutos. Na sequência refogue a cebola no azeite, acrescente a carne e cozinhe até que ele fique no ponto.
Separe os talos da acelga, coloque o talo logo no começo do cozimento e finalize com as folhas e com o broto de feijão.
Vá acrescentando os vegetais, primeiro os que demoram mais pra cozinhar, Acrescente mais shoyo se perceber que falta sal na mistura.
Bom apetite!
e...
Bon sonhos!








Um comentário:
olá, boa noite!!! Gostei muito daquela história da noite e do dia, ainda a vou contar aos meus alunos no próximo período.
Também quero a noite, estou cansada, tanto como as pessoas lá no vilarejo!
bjs
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