Depois
de alguns dias sem atualizar, eis que ressurjo das cinzas e resolvo entrar
aqui. Estive ausente por alguns motivos, não considerados fortes isoladamente,
mas que pesaram quando tratados como um todo. Mas tem algo que não posso negar
e vos digo: que saudades de escrever, que saudades desse blog!
Não
é por simples acaso que a vida nos apresenta situações de riscos, sejam eles no
sentido sentimental, profissional, educacional e social. Ela exige que
cresçamos com as inúmeras e diversas ocasiões pelas quais iremos passar. Não
acredito no acaso, talvez seja por isso que vejo a necessidade de sempre estar
fazendo uma releitura das minhas vivências. Percebo então como são preciosas as
lições aprendidas. Quantas vezes silenciei e vi que com a falta de palavras fui
entendida além do que esperava. Quantas vezes no mesmo silêncio obtive resultados...
foram muitas, muitas vezes em que ao calar me fiz ser ouvida...
Não acredito em acaso! Conheci quem tinha que conhecer, continua conhecendo e passei pelo que tive de passar... Até que se chegue o último dia, a vida terá sido, silêncio, conhecimento... Vida!
Não acredito em acaso! Conheci quem tinha que conhecer, continua conhecendo e passei pelo que tive de passar... Até que se chegue o último dia, a vida terá sido, silêncio, conhecimento... Vida!
"Você
e eu aqui, somos feitos de átomos, sentados nessa pedra redonda
com
centro de ferro líquido, presa por uma força que causa tantos
problemas
chamada gravidade, com todos os planetas girando ao redor
do
Sol a 108.000 Km/h e viajando pela Via Láctea a 966.000Km/h
em
um Universo que pode estar perseguindo seu próprio rabo
à
velocidade luz.
Em
meio a toda essa atividade frenética, estamos cientes de nosso próprio
e
iminente fim, que é um modo bonito de dizer que todos sabemos que vamos
morrer
e tentamos ajudar uns aos outros.
Às
vezes por vaidade, às vezes por motivos que você ainda não tem idade
para
entender, mas às vezes nos ajudamos sem esperar nada em troca.
Não
é estranho?
Não
é esquisito?
Não
é esquisito o bastante?"
(The
Martian Child Movie, 2007)
ISMÁLIA
Quando
Ismália enlouqueceu,
Pôs-se
na torre a sonhar...
Viu
uma lua no céu,
Viu
outra lua no mar.
No
sonho em que se perdeu,
Banhou-se
toda em luar...
Queria
subir ao céu,
Queria
descer ao mar...
E,
no desvario seu,
Na
torre pôs-se a cantar...
Estava
perto do céu,
Estava
longe do mar...
E
como um anjo pendeu
As
asas para voar...
Queria
a lua do céu,
Queria
a lua do mar...
As
asas que Deus lhe deu
Ruflaram
de par em par...
Sua
alma subiu ao céu,
Seu
corpo desceu ao mar...
Alphonsus
de Guimaraens



