sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Al Di La



Depois de alguns dias sem atualizar, eis que ressurjo das cinzas e resolvo entrar aqui. Estive ausente por alguns motivos, não considerados fortes isoladamente, mas que pesaram quando tratados como um todo. Mas tem algo que não posso negar e vos digo: que saudades de escrever, que saudades desse blog!


Não é por simples acaso que a vida nos apresenta situações de riscos, sejam eles no sentido sentimental, profissional, educacional e social. Ela exige que cresçamos com as inúmeras e diversas ocasiões pelas quais iremos passar. Não acredito no acaso, talvez seja por isso que vejo a necessidade de sempre estar fazendo uma releitura das minhas vivências. Percebo então como são preciosas as lições aprendidas. Quantas vezes silenciei e vi que com a falta de palavras fui entendida além do que esperava. Quantas vezes no mesmo silêncio obtive resultados... foram muitas, muitas vezes em que ao calar me fiz ser ouvida...
Não acredito em acaso! Conheci quem tinha que conhecer, continua conhecendo e passei pelo que tive de passar... Até que se chegue o último dia, a vida terá sido, silêncio, conhecimento... Vida!



"Você e eu aqui, somos feitos de átomos, sentados nessa pedra redonda
com centro de ferro líquido, presa por uma força que causa tantos
problemas chamada gravidade, com todos os planetas girando ao redor
do Sol a 108.000 Km/h e viajando pela Via Láctea a 966.000Km/h
em um Universo que pode estar perseguindo seu próprio rabo
à velocidade luz.
Em meio a toda essa atividade frenética, estamos cientes de nosso próprio
e iminente fim, que é um modo bonito de dizer que todos sabemos que vamos
morrer e tentamos ajudar uns aos outros.
Às vezes por vaidade, às vezes por motivos que você ainda não tem idade
para entender, mas às vezes nos ajudamos sem esperar nada em troca.
Não é estranho?
Não é esquisito?
Não é esquisito o bastante?"


(The Martian Child Movie, 2007)



ISMÁLIA


Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...


Alphonsus de Guimaraens