terça-feira, 7 de setembro de 2010

O Poder do Amor!


  
1 Coríntios 13

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.


ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.

Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;

Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;

Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.

Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.

P0rque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.






MONTE CASTELO

[Renato Russo]


Ainda que eu falasse a língua dos homens.

E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.

É só o amor, é só o amor.

Que conhece o que é verdade.

O amor é bom, não quer o mal.

Não sente inveja ou se envaidece.



O amor é o fogo que arde sem se ver.

É ferida que dói e não se sente.

É um contentamento descontente.

É dor que desatina sem doer.



Ainda que eu falasse a língua dos homens.

E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.



É um não querer mais que bem querer.

É solitário andar por entre a gente.

É um não contentar-se de contente.

É cuidar que se ganha em se perder.



É um estar-se preso por vontade.

É servir a quem vence, o vencedor;

É um ter com quem nos mata a lealdade.

Tão contrário a si é o mesmo amor.



Estou acordado e todos dormem todos dormem todos dormem.

Agora vejo em parte. Mas então veremos face a face.



É só o amor, é só o amor.

Que conhece o que é verdade.



Ainda que eu falasse a língua dos homens.

E falasse a língua do anjos, sem amor eu nada seria.



"O amor é a ocasião única de amadurecer,
de tomar forma, de nos tornarmos um mundo
para o ser amado.
É uma alta exigência,
uma ambição sem limites,
que faz daquele que ama um eleito
solicitado pelos mais vastos horizontes."
(Rainer Maria Rilke)



Que penetra em tudo e todos,
No mais íntimo ser e terra.
Quando aprendemos a amar,
Reconhecemo-nos como tolos.
Se não a deixarmos irradiar,
Em nossos atos, pensar e falar.
Essa luz que recebemos, transformamos e multiplicamos,
Em alegria, saúde e bem estar.
(Jane Baruki Ferreira)


Completamente bêbado de amor estou agora,
levantaram-se em minha alma as doçuras perdidas
as trêmulas campanas de uma vida sonora
carregam os celestes cansaços desta vida.


Vem crepúsculo morno, vem aurora rosada,
vem fragância de beijos, vem calor de mulher.
Tanto tempo já faz que não espero a amada,
que me mordem os cães do desejo e da sede.

Mas se bêbado vou de amor já não me importa,
a esperança longínqüa que não pode volver,
as minhas rosas levo se a vida me for curta,
é claro!, os meus rosais sei que vão florescer.

Se porém levo todo os meus rosais fechados
dá-me fraterna mão, dá-me um fruto Senhor,
da-me dois seios mornos e dois olhos amados,
Porque sem eles, ai, que me vai ser do amor?


Pablo Neruda


Não Pode Existir Amor Sem Verdadeira Troca


                                                         -Antoine de Saint-Exupéry-


Não te lembras de ter encontrado na vida
aquela que se considera um ídolo?
Que havia ela de receber do amor?
Tudo, até a tua alegria de a encontrares,
se torna homenagem para ela.
Mas, quanto mais a homenagem custa, mais vale:
ela saborearia melhor o teu desespero.


Ela devora sem se alimentar.
Ela apodera-se de ti para te queimar à sua honra.
Ela é semelhante a um forno crematório.
Ela, na sua avareza, enriquece-se de várias capturas,
julgando encontrar a alegria nessa acumulação.
E não acumula mais do que cinzas.
Porque o verdadeiro uso dos teus dons
 era caminho de um para o outro, e não captura.


Ela verá penhores nos teus dons
e abster-se-á de tos conceder em paga.
Na falta de arrebatamentos que te satisfariam,
a falsa reserva dela far-te-á ver que
a comunhão dispensa sinais.


 marca da impotência para amar,
não elevação do amor.
Se o escultor despreza a argila,
terá de modelar o vento.

Se o teu amor despreza os sinais do amor
a pretexto de atingir a essência,
o teu amor não passa de um palavreado.
Não descuides as felicitações,
nem os presentes, nem os testemunhos.

Serias capaz de amar a propriedade,
se fosses excluindo dela, um por um,
como supérfluos, porque particulares demais,
o moinho, o rebanho, a casa?
Como construir o amor, que é rosto lido
através da urdidura, se não há urdidura
sobre a qual escrever?


Sem cerimonial de pedras, não haveria catedral.
Nem haverá amor sem cerimonial em vistas do amor.
Eu só atinjo a essência da árvore se ela modelou
lentamente a terra segundo o ceriomonial das raízes,
do tronco e dos ramos.

Nessa altura, ela é una.
Tal árvore e não uma outra.
Mas aquela acolá desdenha as trocas,
que a haviam de fazer nascer.
Ela procura no amor um objecto capturável.
E esse amor não tem significado algum.

Ela julga que o amor é presente que ela pode fechar nela.
Se tu a amas, é porque ela te conquistou.
Ela fecha-te nela, convencida de enriquecer.
Ora o amor não e tesouro a conquistar,
mas obrigação de parte a parte, fruto
de um cerimonial aceite,

rosto dos caminhos da troca.
Jamais essa mulher nascerá.
Só de uma rede de laços se pode nascer.
Ela continuará a ser semente abortada,
poder por empregar, alma e coração secos.
Ela há-de envelhecer funebremente, entregue
à vaidade das suas capturas.
Tu não podes atribuir nada a ti próprio.
Não és cofre nenhum. És o nó da diversidade.
O templo, também é sentido das pedras.

Antoine de Saint-Exupéry, in 'Cidadela'
 
 
 
RECEITA DO DIA
 
CALZONE
 
 
 
A Massa



3 copos (de 250 ml) de leite morno

1 colher, das de sobremesa, de margarina

3 colheres, das de sopa, de óleo

1 colher, das de sopa, de açúcar

1 colher, das de sobremesa de sal

45g de fermento fresco

3 ovos

1 quilo e meio de farinha de trigo (mais ou menos)



O modo de fazer



Coloque o fermento em uma bacia (bacia é bem coisa de mineiro, né?) e acrescente o açúcar. Use um garfo para misturar bem, até o fermento derreter, e junte os ovos.

Amorne o leite junto com o óleo e a margarina e jogue sobre o fermento com ovos. Não deixe o leite esquentar demais, ele deve ficar apenas morno.

Misture muito bem com um fuê e vá acrescentando a farinha peneirada com o sal. Eu uso o fuê até a massa ficar bem consistente. Depois, coloco a mão na massa e sovo por uns 6 ou 7 minutos.

Quando a massa estiver bem lisa e macia, divida em bolinhas do tamanho de bolas de golf e deixe crescer até dobrar de tamanho.


Bons Sonhos!



 

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