quinta-feira, 26 de abril de 2012

O Semeador de Estrelas




Na Lituânia, em uma cidade chamada Kaunas, em uma velha praça existe uma antiga estátua de bronze que durante o dia passa despercebida, não se destaca ou chama atenção. Mas, à noite e com o facho de luz sobre ela, é possível ver as estrelas cintilando e flutuando no espaço, nos dá a impressão de que o homem semeia, com a mão direita, enquanto que, com a esquerda, segura o embornal onde, presume-se, contém outras estrelas. A estátua encanta pela transformação, sejam moradores locais, de outras cidades e, até mesmo, turistas que todos os dias chegam à Lituânia e visitam Kaunas.
A estátua originalmente chamava-se O Semeador e um artista resolveu inovar criando um grafite que acrescentou as estrelas e deu nova simbologia a tudo.








Diversas situações em nossa vida se revelam completamente diferentes se observadas com outro ponto de vista. Em uma primeira percepção interpretamos as coisas apenas a luz do momento o que pode promover uma compreensão incompleta. A capacidade de desmistificar e entender verdades ocultas  seja de caráter ou de situação, despertando um sentido igual à capacidade para discernir a verdadeira natureza de uma situação, ou alcançar a íntima e oculta natureza das coisas de forma intuitiva, é essencial para o desenvolvimento do ser humano. Aceitar que o que vemos é uma parte e não o todo é um caminho para a sabedoria. O mundo pode ensinar ao sábio tanto como pode destruir o tolo.





Hoje não sei se pelo tempo, ou se por ter um pouco mais de experiência para conviver com as pessoas que me cercam, me dei conta dos labirintos que percorremos com caminhos, às vezes fáceis, mas na maioria, tortuosos; e como essa percepção desperta a incômoda sensação de impotência frente ao mais variados desafios. Acabamos agindo como se conhecêssemos os outros, quando na verdade, estamos agindo por impulso frente ao desconhecido, por não termos a mínima noção do grau de confiabilidade ou da intenção do outro. Agimos como se tivéssemos controle sobre o ambiente à nossa volta, ingenuamente ignorando que, na verdade, estamos sendo conduzido pelo tempo, resultante de milhões de informações que desconhecemos.





Na verdade, somos uma só alma, tu e eu.
Mostramo-nos e nos escondemos tu em mim, eu em ti.
Eis aqui o sentido profundo de minha relação contigo,
porque não existe, entre tu e eu, nem eu, nem tu...

...Só podes ver o vermelho, o verde e o escarlate
a menos que primeiro vejas a luz.
Quando tua vista é ofuscada por cores,
Essas cores velam de ti a luz.
Mas quando a noite vela essa cores de ti,
Percebes que só são vistas por meio da luz.

Poemas de Rumi – poeta Sufi da pérsia Antiga






Amadurecer...
O pensar se torna ardente.
O olhar com expressão falante.
A mente não mente e segue adiante.
A gente sente e de repente segue em frente.
(KBB)






As dúvidas ocuparam tantos espaços em mim... Tentei compreender os mistérios da vida, da existência humana, porquê tudo acontece, carma, destino, o bem e o mau. Pensei muito sobre as partidas e chegadas, encontros e desencontros da vida. Quis fazer as coisas diferentes  para ver se mudava o que conhecia. Quis entender o Universo e tudo o que me cercava, mas aprendi com o tempo que é melhor não tentar entender tudo, mas compreender o que nos é dado por Deus. Ser grata por tudo que recebemos tudo é perfeito, independente de como aconteça, mesmo que não seja do modo que queremos, mas tudo é perfeito, pois é assim que deveria ser.







Bons Sonh






Um comentário:

maria disse...

Se nós olhássemos sempre para tudo com a acuidade e a atenção devida, veríamos matizes de cores que não vemos, gestos fugazes que nos escapam e procuraríamos sempre a essência das coisas, que está muito para lá da aparência das mesmas. Se fizéssemos isso todos seríamos sábios e não aprendizes que para alcançarmos a sabedoria temos um longo caminho a percorrer. Assim passo a passo apuramos o olhar, refinamos o juízo para que, este,seja menos severo no seu julgamento. Leva tempo, leva paciência, implica vontade. Nem sempre conseguimos dar sentido a tudo, por vezes mal conseguimos dar sentido a nós mesmos, por isso como podíamos dá-lo a outros? Continuemos aprendizes na medida do possível para que a nossa compreensão do mundo e dos outros se amplie e, um dia, talvez sejamos um pouco mais sábios. Um abraço amigo karla, como sempre foi um prazer vir espreitar.