segunda-feira, 3 de maio de 2010

O Sol a Lua e o amor...








"- No começo dos tempos havia a escuridão. Então, do vazio nasceu o sol, Guaraci, que irradiava luz a tudo e o mundo era bonito e claro.Em um determinado dia ele ficou cansado e precisou dormir.No momento em que Guaraci fechou os olhos veio a escuridão. E para iluminar as trevas enquanto dormia, ele criou a lua, Jaci. Ele criou uma lua tão bela que imediatamente apaixonou-se por ela. Mas com esse amor ocorria um problema: Quando o Sol abria os olhos para  poder admirar a lua, tudo se iluminava e imediatamente ela desaparecia. Guaraci inconformado criou, então, o amor,chamado Rudá, seu mensageiro.  Rudá podia então dizer à lua o quanto o sol era apaixonado por ela e servir de mensageiro. Guaraci criou também muitas estrelas, seus irmãos, para que fizessem companhia a Jaci, não permitindo que ficasse só enquanto ele dormia. Assim nasceu o céu e todas as coisas que vivem lá. "
                                                              (Lenda Indígena)












O amor em suas mais diferentes formas faz parte da nossa vida, amor de mãe, de pai, de irmãos, de parentes, amigos, amor entre iguais ou entre diferentes, amor frio ou quente, que agasalha ou entorpece... Não importa a forma ou a expressão, sempre esteve e estará presente, ele é ponto de equilíbrio mesmo quando desequilibra. Procure amar, o amor pode machucar mas, só o amor cura.










Aproveite a vida, não deixe o tempo passar...


A vida são deveres que nós trouxemos
para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas há tempo...
Quando se vê, já é 6ª feira...
Quando se vê, passaram 60 anos!
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
Se me dessem um dia outra oportunidade,
Eu nem olhava no relógio, seguiria sempre em frente
E iria jogando pelo caminho a casca dourada e
inútil das horas...
Sentir primeiro, pensar depois.
Perdoar primeiro, julgar depois.
Amar primeiro, educar depois.
Esquecer primeiro, aprender depois.
Libertar primeiro, ensinar depois.
Alimentar primeiro, cantar depois.
Possuir primeiro, contemplar depois.
Agir primeiro, julgar depois.
Navegar primeiro, aportar depois.
Viver primeiro, morrer depois.

(Mário Quintana)






O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.
O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.
Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

(Carlos Drummond de Andrade)





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