quinta-feira, 13 de maio de 2010

Encontros e Desencontros!








As estatísticas mundiais demonstram o grande número de pessoas vivendo fora de uma união estável. Somando a isto o grande número de divórcios... Hoje a realidade em bares, danceterias, locais de encontros, é a presença de pessoas buscando um companheiro. A busca nestes locais não deixa de ser um fator curioso, pois os relacionamentos que terminam por estabelecer um compromisso ou relação estável, dificilmente acontecem nestes lugares.
A relação a dois com efetivo sucesso, continua sendo uma incógnita. Fala-se em identificação, respeito mútuo, cumplicidade e outros tantos quesitos e na maioria das vezes não se menciona que para encontrar alguém para dividir, primeiro temos que estar inteiros, se não há como compartilhar nada. Deixar tudo ao acaso, sem procurar compreender a si mesmo e identificar nossas qualidades e defeitos é receita para uma relação com conflitos.
Primeiro descobrir a si mesmo, depois descobrir o que nos falta e somente então descobrir-se no outro, esse é o caminho para se encontrar o que realmente se quer em um relacionamento.




Larga a solidão, apaga a desesperança,
inventa um novo reino
onde as águas não são naufrágio,
nem o amor desengano.
(Lia Luft)





Manhã de Carnaval

Manhã, tão bonita manhã
Na vida, uma nova canção
Cantando só teus olhos
Teu riso, tuas mãos
Pois há de haver um dia
Em que virás
Das cordas do meu violão
Que só teu amor procurou
Vem uma voz
Falar dos beijos perdidos
Nos lábios teus
Canta o meu coração
Alegria voltou
Tão feliz a manhã
Deste amor...
(luís Bonfá e Antônio Maria)



Parei as águas do meu sonho
para teu rosto se mirar.
Mas só a sombra dos meus olhos
ficou por cima, a procurar...
Os pássaros da madrugada
não têm coragem de cantar,
vendo o meu sonho interminável
e a esperança do meu olhar.
Procurei-te em vão pela terra,
perto do céu, sobre o mar.
Se não chegas nem pelo sonho,
por que insisto em te imaginar?
Quando vierem fechar meus olhos,
talvez não se deixem fechar.
Talvez pensem que o tempo volta,
e que vens, se o tempo voltar.

(Cecília Meireles)





A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!
(Mário Quintana)







Você nunca vai saber
quanto custa uma saudade
o peso agudo no peito
de carregar uma cidade
pelo lado de dentro
como fazer de um verso
um objeto sujeito
como passar do presente
para o pretérito perfeito
nunca saber direito
você nunca vai saber
o que vem depois de sábado
quem sabe um século
muito mais lindo e mais sábio
quem sabe apenas
mais um domingo
você nunca vai saber
e isso é sabedoria
nada que valha a pena
a passagem prá pasárgada
xanudu ou shangrilá
quem sabe a chave
de um poema
e olha lá...
(Leminski)





Entre o começo e a morte,
mar e miragem:
não há muito de mim
na personagem que contemplas.
(Há que buscar o que ela esconde.)
(Lia Luft)








Bons Sonhos!




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