terça-feira, 13 de abril de 2010

Pequenas coisas

Vivemos numa vertiginosa escala de afazeres, são tantas as obrigações que se torna difícil perceber o quanto estamos acelerados.
Lembro-me que há pouco tempo, em uma reunião com trabalhadores, discutíamos a forma como de modo geral as pessoas deixam suas vidas serem dominadas por uma infinidade de afazeres, realizados em sua maioria de modo inconsciente.
No grupo encontramos uma clara divisão, os que acreditavam que o tempo é insuficiente e que não conseguiam realizar suas tarefas ou dedicar tempo as suas aspirações. Sentiam estar perdendo parte de sua vida . O outro grupo acreditava em sua capacidade de gerenciar o tempo e sentiam-se realizados no que faziam.
Um dado interessante a considerar é que o homem que melhor aproveita o tempo, é aquele que melhor aceita suas limitações.
A maioria dos estudos sobre as classes sociais, em riqueza de detalhes costumam afirmar que quanto mais inteligente e instruído o indivíduo, mais insatisfeito e infeliz ele é. Acredito que é um pensamento um tanto segregador e pobre se considerado literalmente. Pois a capacidade de aceitação não é prioridade de uma classe social. Por outro lado devemos considerar que é a falta de aceitação que gera a ansiedade e a inquietude, caminho aberto para a incapacidade de planejamento e melhor ocupação do tempo.
Como lição exercitemos nossa capacidade de aceitação, para construir nossos limites e respeitar nosso relógio interno.

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