“O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a
ser salvos pela crítica”.
(Norman
Vincent)
Um
viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e
imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.
Suspirou
profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte.
A voz de
um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para
transportá-lo.
Era um
barqueiro.
O pequeno
barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois
remos de madeira de carvalho.
O
viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo.
Ao
colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas
palavras.
Num dos
remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro agir.
Não
podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados
aos remos. O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou
com toda força.
O barco,
então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava.
Em
seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor.
Novamente
o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.
Finalmente,
o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o
barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago,
chegando calmamente à outra margem.
Então o
barqueiro disse ao viajante:
- Este
barco pode ser chamado de autoconfiança.
E a
margem é a meta que desejamos atingir.
“Para
que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é
preciso que utilizemos os dois remos ao mesmo tempo e com a mesma intensidade
agir e acreditar."
Desconheço
o autor
"Provavelmente
não existe privacidade que pode competir com dois looks que são
encontrados com firmeza e decisão, e simplesmente se recusam a deixar ir. (A
Menina das Laranjas, de Jostein Gaarder).
Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Seja um arbusto no vale, mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Seja um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Seja apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas seja o melhor no que quer que sejas.
Pablo Neruda





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