quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012





Cantiga do Vento

Passo fugaz
tanto quanto corro audaz.
Trago comigo sussurros,
cheiros e murmúrios.
Faço soar o sino no campanário,
trago flores e perfumes ao solário.
Sou o vento, sou a brisa, sou um sopro de poesia.
Sou infinito como o tempo
Mas finito no último suspiro de uma vida.
 (KBB)



SOLIDÃO

Ao escutar o silêncio e perceber o vazio,
a alma sofre com tormento.
Busca um sopro, um alento,
  então se consola com a cor e o movimento,   com uma lembrança  de amor perdida em um tempo fugaz.
(KBB)




Amor, vida, morte  e urgências

Há dias em que sou
Este imperfeito de mim
Sem  fim  nem começo
Meio verdade, meio avessa
Meia meio virada
Pé direito calçando o esquerdo
Táctil, sem querer tocar

No entanto quando surges
Com o frêmito das coisas urgentes
Como se o ar perdesse o tino
E urgisse despentear  avencas,
A vida é promessa realizada
Ao sabor de um simples verso
Toco-te, num ósculo forte
O amor é em nós imerso
Assim como o é na vida, a morte

Juanete Ruaro









Meu coração se entristece quando nossas parte não somam.
Quando nossas diferenças separam e desamparam criando de forma incoerente uma divisão no que deveria ser perfeição.







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